Iniciativa conecta esporte, educação e primeiro emprego como alternativa para ampliar oportunidades de jovens e reduzir vulnerabilidade ao crime em Mato Grosso do Sul
DOURADOS (MS) – O empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo recebeu nesta semana o projeto SAQUE MS, entregue por Hugo Morino, presidente estadual da Juventude do MDB de Mato Grosso do Sul. A proposta tem como objetivo fortalecer o voleibol e o vôlei de praia no Estado, com foco principal nas equipes do interior.
Hoje, dezenas de equipes e atletas de cidades como Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Maracaju e Aquidauana deixam de competir por falta de estrutura básica: transporte para jogos fora de casa, alimentação e hospedagem. O SAQUE MS propõe mudar a lógica de apoios pontuais e criar um programa permanente, com calendário definido, apoio técnico e recursos garantidos para que os times possam treinar e competir o ano inteiro.
Para Carlos Bernardo, o projeto vai além das quatro linhas. Ele defende que investir em quadra cheia é também investir em segurança pública e em futuro para a juventude sul-mato-grossense.
“Entendemos que o esporte movimenta toda uma cadeia, mas no caso do vôlei de base o impacto é ainda mais humano. O jovem precisa encontrar primeiro a quadra, o professor, o treinador, a escola e a oportunidade. Se a gente não oferece isso, o crime oferece primeiro”, afirma Carlos Bernardo.
Segundo Hugo Morino, que elaborou o projeto ao lado de treinadores e atletas do interior, a ideia é tirar boas iniciativas da dependência de ajuda eventual e transformá-las em política de Estado.
“A gente tem muito talento no interior, mas falta condição. O treinador tira do próprio bolso, o pai faz vaquinha para o ônibus. O SAQUE MS quer garantir estrutura para que o atleta do interior tenha a mesma chance de quem está na Capital. É interiorização de verdade”, explica Hugo Morino.
A proposta conecta quatro eixos: esporte, educação, cultura e primeiro emprego. A avaliação é que a ocupação no contraturno escolar com treinos, acompanhamento pedagógico e formação de monitores e árbitros jovens cria um ciclo de oportunidades que afasta o jovem da ociosidade e da vulnerabilidade ao crime.
Carlos Bernardo afirmou que vai levar o projeto para discussão em Brasília, buscando transformá-lo em modelo com recursos federais do esporte, por meio de programas do Ministério do Esporte e de emendas parlamentares voltadas para o custeio permanente, e não apenas para compra de material.
“O que hoje é projeto de um semestre precisa virar política de dez anos. É assim que se forma atleta, cidadão e se dá perspectiva. O vôlei já mostrou que Mato Grosso do Sul pode ser potência. Falta apoio para continuar”, completou Carlos.
O projeto SAQUE MS deve ser apresentado nas próximas semanas a lideranças esportivas e a prefeituras do interior do Estado.



Proposta prevê apoio permanente a equipes, custeio de viagens e integração entre esporte, educação e segurança pública

