Empresário e candidato a deputado federal participou do 5º Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, em São Paulo, e destacou oportunidades para Mato Grosso do Sul com a expansão dos corredores internacionais de comércio
A participação do empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo na 5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, realizada em São Paulo, colocou em debate um tema estratégico para Mato Grosso do Sul: como transformar a nova posição logística do Estado em oportunidades concretas de desenvolvimento, investimentos e geração de empregos.
Realizado em um momento de ampliação das discussões sobre comércio internacional, segurança alimentar, logística, corredores econômicos e investimentos, o fórum reuniu representantes do setor empresarial e de diferentes áreas interessadas na expansão das relações comerciais entre o Brasil e os países árabes.
Para Carlos Bernardo, Mato Grosso do Sul tem uma oportunidade que vai além do transporte de mercadorias. Na avaliação do empresário, a Rota Bioceânica pode representar uma mudança na posição econômica do Estado, conectando empresas sul-mato-grossenses a novos mercados e criando condições para a instalação de indústrias e novos negócios.
A defesa é de que o corredor internacional não seja visto apenas como uma estrada utilizada para levar produtos de um país a outro, mas como uma estrutura capaz de gerar desenvolvimento ao longo de todo o seu percurso.
“Não podemos permitir que a Rota Bioceânica seja apenas um corredor de passagem. Precisamos criar as condições para que ela atraia investimentos, indústrias, empresas de serviços e novas oportunidades para quem já empreende em Mato Grosso do Sul”, defende Carlos Bernardo.
Da logística à geração de empregos
A localização de Mato Grosso do Sul coloca o Estado em uma posição estratégica dentro da integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Com a consolidação dos corredores de transporte, a expectativa é de ampliação da circulação de produtos e de maior aproximação entre produtores e consumidores de diferentes mercados.
Na visão de Carlos Bernardo, esse processo precisa ser acompanhado por políticas capazes de estimular a industrialização, a qualificação profissional, o fortalecimento das empresas locais e a instalação de novos empreendimentos.
A lógica defendida é que parte da riqueza movimentada pela nova estrutura logística permaneça no Estado. Isso significa criar uma cadeia que envolva transporte, armazenagem, manutenção, comércio, alimentação, tecnologia, serviços, indústria e outros setores que podem crescer a partir do aumento da circulação de cargas e investimentos.
“O desenvolvimento acontece quando a logística encontra a indústria, o comércio, os serviços e a mão de obra qualificada. Se a carga apenas atravessar o Estado, teremos movimento. Se conseguirmos agregar valor, teremos desenvolvimento”, afirma o empresário.
Conexão com mercados internacionais
O debate também ganha relevância diante do peso das relações comerciais entre o Brasil e os países árabes. O agronegócio brasileiro já possui forte presença nesses mercados, especialmente no fornecimento de alimentos, mas a expansão das conexões logísticas pode abrir espaço para uma participação maior de outros setores da economia.
Para Mato Grosso do Sul, a oportunidade está justamente em aproveitar sua vocação produtiva e sua posição geográfica para avançar na agregação de valor.
A estratégia defendida por Carlos Bernardo envolve transformar a infraestrutura em um instrumento para atrair investimentos e aproximar o Estado das cadeias produtivas internacionais, aproveitando a conexão proporcionada pela Rota Bioceânica.
Nesse cenário, a produção de alimentos continua tendo papel central, mas pode ser acompanhada pelo crescimento de segmentos ligados à indústria, logística, tecnologia e prestação de serviços.
Rota Bioceânica como projeto de desenvolvimento
A discussão sobre a Rota Bioceânica, portanto, ultrapassa a construção de uma ligação física entre diferentes países. Para Carlos Bernardo, o corredor precisa ser acompanhado por uma estratégia de desenvolvimento regional.
Isso envolve planejamento, infraestrutura, qualificação profissional, ambiente de negócios e políticas de incentivo capazes de fazer com que empresas encontrem no Estado condições para produzir e investir.
A participação no fórum em São Paulo reforça essa agenda ao aproximar a discussão regional de um debate mais amplo sobre comércio internacional e novos corredores econômicos.
Na avaliação do empresário, Mato Grosso do Sul precisa se preparar para ocupar uma posição mais relevante nesse novo mapa logístico.
“Temos uma localização privilegiada e uma produção que o mundo precisa. O desafio agora é transformar essa vantagem geográfica em oportunidade econômica para a população de Mato Grosso do Sul”, afirma Carlos Bernardo.
Com a consolidação dos novos corredores de comércio, a disputa entre regiões não será apenas por onde passam as mercadorias, mas também por onde ficam os investimentos, as indústrias, os empregos e a renda gerados por essa movimentação. É nesse ponto que Carlos Bernardo defende que Mato Grosso do Sul precisa se antecipar e construir sua estratégia.




