Frigoríficos mato-grossenses também ampliaram os embarques para Estados Unidos e Chile; vendas externas do setor somaram US$ 2,8 bilhões nos primeiros sete meses do ano
As exportações de carne bovina de Mato Grosso ganharam força em julho, impulsionadas pelo crescimento das vendas para importantes mercados internacionais. O maior avanço mensal ocorreu nos embarques para a Espanha, que aumentaram 172% em relação a junho, segundo dados do Comex Stat.
Estados Unidos e Chile também elevaram as compras da proteína produzida no estado. O desempenho reforça a presença da carne bovina mato-grossense no exterior e evidencia o potencial para ampliar relações comerciais com destinos já consolidados.
Mato Grosso exporta 457,1 mil toneladas de carne bovina
Entre janeiro e julho, os frigoríficos de Mato Grosso exportaram 457,1 mil toneladas de carne bovina, gerando receita de US$ 2,8 bilhões.
Na comparação com os primeiros sete meses de 2025, o volume embarcado cresceu 29,6%, com acréscimo de 104,4 mil toneladas. O faturamento avançou em ritmo ainda mais intenso, com alta de 51,2%, equivalente a US$ 951,5 milhões adicionais.
A expansão mais acelerada da receita em relação ao volume indica melhora no valor obtido com as vendas externas da carne bovina produzida no estado.
Embarques para a Espanha avançam 172%
A Espanha apresentou o crescimento mensal mais expressivo entre os mercados destacados. Em junho, o país europeu recebeu 549,7 toneladas de carne bovina mato-grossense. Em julho, os embarques subiram para 1,4 mil toneladas, avanço de 172%.
No acumulado de janeiro a julho, as vendas para o mercado espanhol chegaram a 5,1 mil toneladas, resultado 10,2% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.
Embora represente uma parcela menor dos embarques totais, o avanço da Espanha sinaliza oportunidades para a ampliação da presença da carne de Mato Grosso no mercado europeu.
Estados Unidos aumentam compras em 66,6%
As exportações para os Estados Unidos também registraram forte crescimento. O volume vendido ao mercado norte-americano passou de 3,1 mil toneladas em junho para 5,3 mil toneladas em julho, alta mensal de 66,6%.
Nos sete primeiros meses do ano, os Estados Unidos importaram 36,8 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso, crescimento de 69,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho confirma a importância crescente do mercado norte-americano para a diversificação dos destinos atendidos pelos frigoríficos mato-grossenses.
Chile amplia importações de carne de Mato Grosso
O Chile também elevou as compras em julho. Os embarques destinados ao país sul-americano avançaram de 4,9 mil toneladas em junho para 6,8 mil toneladas no mês seguinte, aumento de 37,4%.
Entre janeiro e julho, o mercado chileno adquiriu 30,8 mil toneladas da proteína bovina produzida em Mato Grosso. O volume ficou 76% acima do registrado nos primeiros sete meses do ano anterior.
Eficiência produtiva fortalece competitividade internacional
Para Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o avanço das exportações reflete uma combinação de fatores ao longo da cadeia produtiva.
Segundo o executivo, os ganhos de eficiência e a capacidade dos frigoríficos de atender às diferentes exigências sanitárias e comerciais aumentam a competitividade da carne bovina mato-grossense no mercado internacional.
O crescimento das vendas para destinos já estabelecidos demonstra que ainda existe espaço para aprofundar as relações comerciais, beneficiando pecuaristas, frigoríficos, fornecedores e demais integrantes da cadeia da carne bovina.
Carne bovina mato-grossense amplia presença global
Os resultados de julho reforçam o papel de Mato Grosso como importante fornecedor mundial de carne bovina. Além da expansão do volume exportado, o crescimento de 51,2% na receita acumulada evidencia a relevância econômica do setor para o estado.
A manutenção desse desempenho dependerá do comportamento da demanda internacional, das condições de acesso aos mercados e da capacidade da cadeia produtiva de continuar atendendo aos padrões sanitários, ambientais e comerciais exigidos pelos países compradores.
Fonte: Portal do Agronegócio

