Expansão da Universidade Interamericana impulsiona geração de empregos, movimenta diversos setores da economia e amplia a formação de profissionais da saúde
Durante décadas, a fronteira entre Brasil e Paraguai esteve associada principalmente ao comércio e aos desafios relacionados à segurança pública. Hoje, essa realidade vem sendo transformada por um novo cenário: a região se consolida como um dos principais polos de formação médica da América do Sul, atraindo milhares de estudantes brasileiros e impulsionando o desenvolvimento econômico local.
Nesse processo, a Universidade Interamericana, sediada em Pedro Juan Caballero, ocupa posição de destaque. A instituição reúne atualmente mais de 7 mil estudantes e alcançou um marco expressivo ao registrar mais de 300 aprovados na última edição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), etapa obrigatória para médicos formados no exterior exercerem a profissão no Brasil.
Para o CEO da Universidade Interamericana, Carlos Bernardo, o crescimento da instituição demonstra que a educação superior é capaz de transformar a realidade econômica e social da fronteira.
“Durante muito tempo tentaram fazer a população acreditar que a fronteira era um problema. Eu penso exatamente o contrário. A fronteira representa uma grande oportunidade. Ela é a porta de entrada da América do Sul e hoje demonstra sua força por meio da educação, da formação médica e da geração de empregos. Quando investimos em conhecimento, transformamos toda uma região”, afirma.
O impacto da universidade vai além da formação acadêmica. A presença de milhares de estudantes movimenta setores como habitação, alimentação, transporte, comércio e prestação de serviços, fortalecendo a economia dos municípios fronteiriços e gerando novas oportunidades de negócios e emprego.
Segundo Carlos Bernardo, outro diferencial é que grande parte dos estudantes brasileiros consegue realizar o sonho da graduação em Medicina com recursos das próprias famílias, sem custos diretos ao Estado durante o período de formação.
“Cada estudante que escolhe a fronteira para cursar Medicina movimenta a economia local e, ao mesmo tempo, representa uma economia para o poder público brasileiro durante sua graduação. Depois, muitos retornam ao Brasil para atuar na assistência à população e contribuir para reduzir a carência de médicos em diversas regiões do país. É um ciclo que beneficia toda a sociedade”, destaca.
Os resultados obtidos pela Universidade Interamericana reforçam esse compromisso. As mais de 300 aprovações no último Revalida evidenciam a qualidade da formação oferecida pela instituição e sua capacidade de preparar profissionais aptos para atuar no sistema de saúde brasileiro.
“Cada aprovação representa um médico preparado para cuidar da saúde das pessoas. Nosso propósito sempre foi oferecer ensino de qualidade, ampliar oportunidades e contribuir para a formação de profissionais que façam a diferença na vida da população”, ressalta Carlos Bernardo.
Com o fortalecimento do ensino superior, a fronteira passa a ocupar um novo papel no cenário regional. Além de deixar de ser vista apenas como área de passagem, consolida-se como um importante centro de educação, inovação, desenvolvimento econômico e formação de profissionais que atenderão às demandas da saúde no Brasil.

