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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Patente inédita desenvolvida no Brasil cria fertilizante inteligente com potencial para regenerar solos e reduzir emissões no campo

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Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da USP em parceria com empresas e instituições foi baseada em método reconhecido com o Prêmio Nobel de Química de 2025 e já apresentou resultados em lavouras de soja, café e cana-de-açúcar

A busca por soluções que aumentem a produção agrícola sem ampliar a área cultivada acaba de ganhar um novo capítulo. Pesquisadores do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma patente inédita que deu origem a um fertilizante inteligente capaz de regenerar solos tropicais, aumentar a produtividade das lavouras e reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas à atividade agrícola.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria entre Shell Brasil, USP, Unesp, as deep techs MOF TECH e Quanticum e a Novamérica, com recursos da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo os pesquisadores, a inovação utiliza estruturas metal-orgânicas (MOFs), uma tecnologia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química de 2025, para controlar a retenção e a liberação de nutrientes no solo de forma ajustável às características de cada área. O resultado é um fertilizante que, além de nutrir as plantas, contribui para a recuperação da qualidade do solo.

Patente inédita desenvolvida no Brasil cria fertilizante inteligente com potencial para regenerar solos e reduzir emissões no campo

Publicado em 07/07/2026 13:26

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Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da USP em parceria com empresas e instituições foi baseada em método reconhecido com o Prêmio Nobel de Química de 2025 e já apresentou resultados em lavouras de soja, café e cana-de-açúcar

Logotipo Notícias Agrícolas

A busca por soluções que aumentem a produção agrícola sem ampliar a área cultivada acaba de ganhar um novo capítulo. Pesquisadores do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma patente inédita que deu origem a um fertilizante inteligente capaz de regenerar solos tropicais, aumentar a produtividade das lavouras e reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas à atividade agrícola.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria entre Shell Brasil, USP, Unesp, as deep techs MOF TECH e Quanticum e a Novamérica, com recursos da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo os pesquisadores, a inovação utiliza estruturas metal-orgânicas (MOFs), uma tecnologia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química de 2025, para controlar a retenção e a liberação de nutrientes no solo de forma ajustável às características de cada área. O resultado é um fertilizante que, além de nutrir as plantas, contribui para a recuperação da qualidade do solo.

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“O material desenvolvido reproduz mecanismos naturais de retenção e liberação de nutrientes, mas com controle químico e ajustável para cada tipo de solo. É um fertilizante inteligente que regenera o solo e reduz emissões”, explica a professora Liane Rossi, do Instituto de Química da USP, diretora do Programa de Captura e Utilização de Carbono (CCU) do RCGI e coordenadora do projeto.

De acordo com Liane, o Brasil também se torna pioneiro na aplicação dessa tecnologia para regeneração de solos tropicais.

“Somos pioneiros globais na utilização de estruturas metal-orgânicas (MOFs) para regenerar solos tropicais, produzidos por meio de uma rota mecanoquímica limpa, provando que o Brasil está na vanguarda da pesquisa dessa tecnologia. A inovação está em combinar química de materiais avançados com ciência do solo tropical”, afirma.

Os pesquisadores estimam que a tecnologia poderá contribuir para a recuperação de cerca de 150 milhões de hectares de solos degradados no país. O avanço pode ajudar o Brasil a ampliar a produção agrícola sem necessidade de abertura de novas áreas, além de reduzir a dependência de insumos importados e criar oportunidades para geração de créditos de carbono.

Outro diferencial está no processo de fabricação. Ainda em fase de pesquisa e desenvolvimento, com foco na viabilidade comercial, o fertilizante é produzido seguindo princípios da química verde, utilizando pouca água e sem geração de resíduos, já que todo o material produzido é incorporado ao solo. Segundo a equipe, o método reduz em aproximadamente 70% o custo de produção das estruturas metal-orgânicas em comparação com técnicas convencionais.

Os estudos também apontaram benefícios para a qualidade dos solos tropicais, que normalmente apresentam elevada acidez, baixa retenção de nutrientes e degradação da matéria orgânica. Nesse ambiente, as nanopartículas de MOFs atuam na recuperação da estrutura do solo, ampliam a capacidade de armazenamento de carbono e favorecem o desenvolvimento das plantas, além de fortalecer a resistência das culturas a doenças.

A tecnologia já foi avaliada em condições de casa de vegetação e também em lavouras comerciais de cana-de-açúcar, soja e café.

“Testamos o material em condições de casa de vegetação e campo nas principais culturas do agronegócio brasileiro e verificamos que a tecnologia entrega ganhos em produtividade, aumento do carbono no solo e redução de emissões de CO₂. Além disso, conseguimos avançar significativamente na redução de custos de produção do material, o que indica a viabilidade econômica. Estamos falando de uma solução com potencial concreto de impacto para o produtor e para o clima”, destaca Barbara Samartini, líder de projetos pela Shell Brasil.

Após ser validada em escala de quilogramas, a tecnologia entra agora na etapa de ampliação industrial. A expectativa é produzir toneladas do material e acelerar sua chegada ao mercado, ampliando o uso da inovação na agricultura brasileira.

Com informações: Notícias Agrícolas

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