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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Dólar em alta favorece exportação de algodão, mas negócios seguem lentos no Brasil

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Cepea aponta paridade de exportação acima dos preços internos; contratos antecipados reduzem a necessidade de novas compras de pluma no mercado disponível

A forte valorização do dólar elevou a paridade de exportação do algodão em pluma, que passou a superar as cotações domésticas, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da melhora da referência externa em reais, as negociações permanecem limitadas no mercado brasileiro.

Os agentes priorizam o cumprimento de contratos a termo, enquanto as incertezas políticas e econômicas também contribuem para a cautela nas decisões comerciais. Nesse ambiente, os preços internos seguem enfraquecidos.

Alta do dólar amplia atratividade da exportação

A valorização da moeda americana aumenta o equivalente em reais das referências internacionais e melhora a paridade de exportação — parâmetro utilizado para comparar as condições de venda ao exterior com as do mercado doméstico.

Conforme o Cepea, esse movimento colocou a referência de exportação acima das cotações praticadas internamente. A mudança, porém, ainda convive com baixa movimentação no mercado físico.

Compras antecipadas limitam demanda no mercado spot

O volume de algodão já negociado antecipadamente ajuda a explicar a menor necessidade de aquisições para entrega imediata.

Segundo pesquisadores do Cepea, compradores e vendedores concentram esforços na execução dos contratos firmados anteriormente. Isso reduz a procura por novos lotes no mercado spot, restringindo a liquidez.

Preços internos permanecem enfraquecidos

A combinação de demanda pontual e cautela dos agentes mantém os preços domésticos sob pressão, mesmo com a melhora da paridade de exportação.

A evolução do câmbio e a necessidade de reposição dos compradores serão fatores importantes para avaliar se a maior atratividade das vendas externas poderá se refletir nas próximas negociações de algodão no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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