Relato de Ana Kátia, mãe de Galeano, estudante de Medicina na fronteira, transformou reunião política em reencontro com uma história que ajuda a explicar uma das principais propostas de Carlos: a implantação do Hospital Binacional
O que seria mais uma agenda política terminou em um encontro que contou um pouco da história pessoal que ajuda a explicar, na prática, duas das principais bandeiras defendidas por Carlos Bernardo: ampliar o acesso à saúde e criar oportunidades de formação profissional no interior e na fronteira de Mato Grosso do Sul.
Durante reunião no Bairro Santo Antônio, Carlos Bernardo reconheceu entre os presentes Ana Kátia, mãe de Galeano, estudante de Medicina que está próximo de concluir o curso na Universidade Interamericana. Ele a convidou para que contasse sua história: o sonho de ter um filho médico e a dificuldade financeira para transformar esse desejo em realidade.
Ana Kátia contou que Galeano sempre quis cursar Medicina, mas o custo de uma graduação no Brasil estava além do que a família conseguia pagar. “Na época, a mensalidade já era de cinco mil reais”, lembrou. A alternativa encontrada foi estudar Medicina no Paraguai. Segundo Ana Kátia, quando o filho começou o curso, a mensalidade era de aproximadamente R$ 1,1 mil. Hoje, ele está perto da conclusão da graduação. O encontro acabou transformando a agenda eleitoral em uma discussão que vai além da formação universitária: como aproveitar a estrutura e a experiência existentes na fronteira com os cursos de medicina para melhorar a vida de quem precisa de atendimento médico.
É nesse ponto que aparece uma das principais propostas defendidas por Carlos Bernardo: a implantação do Hospital Binacional de Fronteira, entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A ideia é estruturar um hospital capaz de atender brasileiros e paraguaios de forma integrada, com serviços de maior complexidade, urgência e emergência, internação, UTI, exames e tecnologia, diminuindo a necessidade de pacientes da região percorrerem centenas de quilômetros em busca de atendimento.
Para Carlos, a fronteira não deve ser enxergada apenas como um problema administrativo entre dois países, mas como uma região onde Brasil e Paraguai podem compartilhar soluções. A proposta prevê articulação entre o Governo Federal brasileiro, o Paraguai e instituições como a Itaipu para viabilizar a construção, o financiamento e a manutenção da estrutura.
Na prática, o objetivo é simples de entender: fazer a saúde chegar mais perto das famílias. Hoje, moradores de cidades do interior muitas vezes precisam deixar suas casas e percorrer longas distâncias até centros maiores, como Dourados ou Campo Grande, para conseguir determinados exames, especialistas ou tratamentos.
Carlos defende que os recursos federais destinados à saúde também sejam usados para descentralizar essa estrutura. “Não podemos aceitar que a pessoa tenha que viajar centenas de quilômetros justamente quando está mais fragilizada. A saúde precisa estar perto de onde as pessoas vivem”, tem defendido Bernardo.
Formação médica
A proposta não termina na construção de estruturas físicas. Carlos também defende ampliar oportunidades de residência médica, preceptoria e formação multiprofissional fora da Capital, principalmente em regiões onde existe dificuldade para contratar e manter médicos e outros profissionais de saúde.
A lógica é criar um ciclo: formar profissionais no interior, oferecer estrutura para que eles trabalhem no interior e aumentar as chances de que permaneçam nessas regiões. É uma discussão que ganha rosto quando Ana Kátia fala de Galeano.
O que começou como o esforço de uma mãe para permitir que o filho realizasse o sonho de ser médico se tornou também um exemplo de como a fronteira pode abrir portas para famílias que dificilmente conseguiriam bancar uma graduação particular de Medicina no Brasil.
A também aluna de medicina e candidata a deputada estadual, Dheine Martins explicou aos presentes que, entre os diferentes candidatos que poderia apoiar em Campo Grande, decidiu caminhar com Carlos por identificar nas propostas dele uma pauta que considera necessária para Mato Grosso do Sul.
“Eu tenho que falar por que eu decidi apoiar o Carlos, com tantos outros candidatos aqui em Campo Grande que vocês conhecem. O Carlos é lá de Ponta Porã e ele tem um projeto que eu me identifiquei muito. É o que a gente precisa: do Hospital Binacional”, concluiu Dheine.



