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segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Produtor rural exige retorno comprovado e muda estratégia das empresas de insumos

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Com o orçamento da propriedade sob pressão, fertilizantes, defensivos e novas tecnologias passam a disputar recursos com máquinas, irrigação e capital de giro

A compra de insumos agrícolas está passando por uma avaliação mais ampla nas propriedades rurais. Além do preço e do desempenho técnico, o produtor quer saber como cada investimento pode afetar a produtividade, reduzir riscos e melhorar a rentabilidade do negócio.

Com crédito mais seletivo e diversas demandas competindo pelo mesmo orçamento, um fertilizante ou defensivo não é comparado apenas com produtos semelhantes. A decisão também considera alternativas como renovar máquinas, investir em irrigação, ampliar a armazenagem ou preservar o capital de giro.

Para Carulina Pfingstag, executiva com mais de 20 anos de experiência no agronegócio, essa mudança exige que as empresas demonstrem com clareza o retorno econômico de suas soluções. O argumento técnico continua relevante, mas precisa estar ligado às condições e aos objetivos de cada propriedade.

Crédito rural reforça a atenção ao uso dos recursos

A importância dessa escolha aparece nos dados de financiamento da safra 2026/27. Segundo o Ministério da Agricultura, produtores da agricultura empresarial contrataram R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da temporada. Desse total, R$ 18,8 bilhões foram movimentados por meio de Cédulas de Produto Rural, o equivalente a 66,6%.

Nesse contexto, a decisão sobre insumos também é uma decisão de alocação de capital. Para justificar a compra, as empresas precisam mostrar em quais situações o produto pode gerar ganho de produtividade, reduzir perdas ou contribuir para o resultado financeiro do produtor.

Assistência técnica e atendimento pesam na decisão

A avaliação do agricultor vai além das características apresentadas na venda. Recomendação técnica, clareza das informações, condições comerciais e atendimento após a compra influenciam a confiança no fornecedor.

Por isso, Pfingstag defende maior alinhamento entre as equipes comerciais, técnicas e de comunicação. Orientações desencontradas ou promessas sem relação com a realidade da propriedade podem enfraquecer a proposta de valor, mesmo quando a tecnologia apresenta bons resultados.

Soluções precisam considerar a realidade de cada região

Cultura cultivada, clima, tamanho da propriedade, acesso a crédito e estrutura de produção variam entre as regiões brasileiras. Uma solução pode oferecer benefícios distintos conforme essas condições, o que aumenta a importância de recomendações adaptadas ao produtor.

Ferramentas digitais e inteligência artificial podem ajudar as empresas a analisar dados e personalizar orientações. Ainda assim, segundo Pfingstag, a confiança construída no relacionamento e a capacidade de apoiar decisões economicamente viáveis continuarão decisivas.

Para a indústria de insumos, o desafio é apresentar evidências de valor que façam sentido dentro do planejamento da fazenda. Para o produtor, a pergunta central permanece: qual investimento oferece o melhor resultado para o negócio?

Fonte: Portal do Agronegócio

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