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quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Projeto de mineradora preserva espécies ameaçadas e patrimônio genético da flora no MT

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Viveiro mantido pela Aura, em Pontes e Lacerda, já produziu 270 mil mudas, recuperou mais de 6 hectares de áreas degradadas e cultiva espécies incluídas na Lista Vermelha da IUCN

PONTES E LACERDA (MT) — Uma área de mineração em Pontes e Lacerda (MT) tornou-se ponto estratégico para a produção e conservação de espécies ameaçadas da flora brasileira. Mantido pela Aura Apoena na operação Ernesto e Pau-a-pique, o Viveiro Manoel Ferreira completa nove anos com a marca de 270 mil mudas produzidas — um modelo que alia recuperação ambiental, transição ecológica e integração comunitária. A conquista ganha ainda mais relevância com a chegada do Dia do Cerrado, comemorado no dia 11 de setembro, data que reforça a urgência na proteção do segundo maior bioma da América do Sul e de suas áreas de transição.

Projeto de mineradora preserva espécies ameaçadas e patrimônio genético da flora no MT
Mudas em diferentes estágios de desenvolvimento no espaço de cultivo da unidade.

Desde 2016, mais de 51 mil plantas cultivadas no local foram reintroduzidas por meio do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). A iniciativa já garantiu a recomposição da vegetação nativa em mais de 6 hectares impactados pela atividade minerária na região.

Parte desse trabalho começa antes mesmo da produção das mudas. A equipe coleta sementes diretamente de “árvores matrizes” identificadas na vegetação do entorno, prática que contribui para manter características genéticas da flora local e ampliar a adaptação das plantas utilizadas na recuperação das áreas.

O êxito técnico do projeto é conduzido pela analista de Meio Ambiente, Micheli Lemes, responsável pelo manejo florestal, e pela atuação diária dos colaboradores Valdir Lima e Manoel Ferreira. Colaborador mais antigo da unidade, Seu Manoel reúne o conhecimento prático acumulado ao longo dos anos e acompanha todo o ciclo produtivo, da coleta das sementes na mata à seleção e ao transplante das mudas.

Projeto de mineradora preserva espécies ameaçadas e patrimônio genético da flora no MT
Sr. Manoel, colaborador da Aura, durante atividade no Viveiro da empresa.

“A gente acompanha todo o caminho, desde a escolha da árvore e a coleta da semente até a muda ficar pronta para ir para o campo. Depois, ver uma planta que passou pelas nossas mãos crescendo e ajudando a formar novamente aquela vegetação é uma satisfação muito grande. É um trabalho que exige paciência, porque cada espécie tem seu tempo e seu jeito”, conta Manoel Ferreira.

A dedicação de Ferreira marcou tanto a história do local que, em 2023, durante a modernização do espaço, o viveiro foi oficialmente batizado com o seu nome.

É essa vivência diária que garante a continuidade e a preservação do conhecimento técnico construído pela operação ao longo de quase uma década.

Conservação genética e espécies ameaçadas

O grande diferencial técnico da ação está na diversidade do material cultivado e na conservação de espécies ameaçadas. A estrutura foca no resgate de espécies da lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), incluindo plantas classificadas como “Em Perigo” (EN) — como a peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron) e o pau-brasil (Paubrasilia echinata) — e “Vulneráveis” (VU), a exemplo do cedro (Cedrela fissilis) e do mogno (Swietenia macrophylla). O espaço também cultiva espécies de alto apelo ecológico e econômico, como palmito-juçara, jatobá, ingá, paricá, açaí e guariroba.

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Área destinada às ações de conservação ambiental e produção de mudas.

Trabalhar com espécies nativas também exige superar desafios próprios de cada planta. O pequi (Caryocar brasiliense), símbolo emblemático do Cerrado, por exemplo, possui sementes com dormência natural, o que torna sua germinação mais lenta. Para viabilizar a produção das mudas, a equipe aplica tratamentos pré-germinativos específicos para favorecer a germinação e o desenvolvimento da planta.

Impacto social e ambiental

Para Fanuel Medeiros, gerente de Recursos Humanos, Comunicação e Relacionamento com Comunidades, a preservação orienta a estratégia da mineradora na região. “Produzir mudas de espécies raras e partilhar esses resultados com os moradores locais é a nossa forma de garantir que a atividade mineral atue em conjunto com a conservação ambiental”, explica.

Além do trabalho de campo, a Apoena estendeu a iniciativa à comunidade, com a doação de cerca de 4 mil mudas para moradores, colaboradores, escolas e órgãos públicos. Com 1.000 m² de área, capacidade anual de até 30 mil plantas e um acervo atual de 6 mil mudas de 59 espécies, o viveiro também funciona como uma espécie de sala de aula ao ar livre. O espaço recebe estudantes desde o ensino fundamental até o nível superior, incluindo turmas do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), para atividades práticas de arborização, produção de mudas, manejo e conservação dos ecossistemas locais.

Sobre a Aura

A Aura é uma empresa focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas. A Companhia possui seis minas em operação, incluindo a mina de ouro Minosa, em Honduras; as minas de ouro Apoena, Almas, Borborema e Mineração Serra Grande, no Brasil; e a mina de cobre-ouro-prata Aranzazu, no México. Além disso, a Companhia possui Era Dorada, um projeto de ouro na Guatemala, e dois projetos no Brasil: Matupá, em desenvolvimento, e o projeto de cobre Carajás, na fase de exploração.

Atendimento à imprensa Aura |FSB Comunicação
Maurício Júnior|[email protected]|(31) 9103-7921
Thays Vieira| [email protected] |(11) 98706-5432

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