Com registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral, empresário concedeu entrevistas às rádios do Grupo Feitosa e afirmou que pretende levar para Brasília projetos estruturantes para Mato Grosso do Sul
Campo Grande (MS) – O candidato a deputado federal Carlos Bernardo (União Brasil) aproveitou agenda política em Campo Grande para conceder entrevistas às rádios do Grupo Feitosa. Em conversa com o jornalista Rafael Rodrigues e com o veterano da comunicação Nelson Feitosa, Bernardo falou sobre o deferimento de seu registro de candidatura, sua trajetória empresarial e os projetos que pretende defender caso seja eleito para a Câmara dos Deputados.
Assista aqui a entrevista na Rádio A Crítica
No dia 9 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) deferiu, por 4 votos a 1, o registro de Carlos Bernardo. Com a decisão, se encerra um período de incertezas jurídicas e permitindo que a campanha passe a concentrar esforços na apresentação de propostas.
“Foi uma batalha difícil, mas a Justiça prevaleceu. Agora estamos fortes, firmes e vamos trabalhar para fazer a diferença neste Estado”, afirmou Carlos Bernardo.
O candidato relacionou sua entrada na política à experiência acumulada como empresário. Em vez de apresentar a candidatura como um projeto exclusivamente eleitoral, Bernardo disse que pretende levar para a atividade pública a visão de planejamento e execução que desenvolveu na iniciativa privada.
Empresário com atuação em diferentes segmentos, Bernardo afirmou que conhece de perto áreas como educação, transporte, comunicação, agropecuária e saúde e defendeu que a representação política seja acompanhada por projetos estruturados e capacidade de articulação em Brasília.
“Em Brasília não basta ter uma emenda. É preciso saber conversar com os ministérios, apresentar projetos e buscar recursos”, disse.
Hospital Binacional é apontado como prioridade
Entre as principais propostas apresentadas durante a entrevista está a implantação do Hospital Binacional de Fronteira, região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
O projeto já recebeu, em agosto, declaração de interesse público e municipal da Junta Municipal de Pedro Juan Caballero. A iniciativa apresentada por Bernardo prevê um complexo voltado ao atendimento de saúde e à formação acadêmica na região de fronteira, que se tornou polo de Medicina.
Na entrevista, o candidato afirmou que pretende trabalhar pela articulação entre Brasil e Paraguai e pela busca dos recursos necessários para transformar a proposta em uma estrutura de atendimento de alta complexidade.
“A construção do Hospital Binacional é prioridade na fronteira. A ideia é atender uma demanda que envolve brasileiros e paraguaios e criar uma estrutura administrada com participação dos dois países”, afirmou.
Bernardo sustenta que o projeto pode ajudar a ampliar a capacidade de atendimento na faixa de fronteira e reduzir deslocamentos de pacientes para centros maiores.
Agricultura familiar e agro entram no centro das propostas
O agronegócio também ocupou parte significativa das entrevistas. Ao tratar da agricultura familiar, defendeu maior apoio técnico para que pequenos produtores consigam regularizar a produção e comercializar alimentos dentro das exigências sanitárias.
Segundo ele, muitos produtores enfrentam dificuldades não por resistência às normas sanitárias, mas pela falta de estrutura técnica para cumprir os procedimentos necessários para obtenção de registros e selos.
“Não sou contra a sanidade animal. Sou a favor. Tem que ter sanidade. Mas tem que existir ajuda do Estado e dos municípios para preparar esses documentos e fazer com que esses produtores tenham acesso mais fácil à regularização dos seus projetos”, afirmou.
A proposta apresentada pelo candidato passa pela formação de equipes técnicas capazes de ir até as propriedades e orientar agricultores na regularização da produção.
Bernardo citou como exemplo produtores de queijos, leite, ovos, frangos, suínos e outros produtos da agricultura familiar que poderiam ampliar sua participação no mercado se tivessem maior suporte para atender às normas sanitárias.
“Precisamos facilitar a criação e a desburocratização para que esse produtor possa ficar regularizado, levar o produto para a feira e vender aquilo que produz”, declarou.
O candidato também defendeu o fortalecimento de estruturas regionais de distribuição de alimentos, argumentando que Mato Grosso do Sul poderia ampliar a presença de centrais de abastecimento em diferentes regiões do Estado.
Desenvolvimento para além da produção
Na avaliação apresentada por Bernardo durante as entrevistas, o próximo ciclo econômico de Mato Grosso do Sul precisa unir produção agropecuária, industrialização, qualificação profissional e infraestrutura.
Ele falou sobre a Rota Bioceânica e afirmou que o Estado precisa se preparar para deixar de ser apenas território de passagem de mercadorias e aproveitar o corredor para atrair indústrias, centros logísticos e novos investimentos.
“Não adianta falar em Rota Bioceânica, progresso, indústria e comércio se o governo federal não olhar para Mato Grosso do Sul. O Estado não pode ser apenas passagem. Pode ser uma porta de entrada para empresas, tecnologia e novos investimentos”, afirmou.
Para Bernardo, esse processo também depende da formação dos jovens sul-mato-grossenses.
“Precisamos preparar os nossos jovens. Não podemos aceitar que uma indústria venha para cá e os melhores empregos fiquem com profissionais de outros estados porque nós não qualificamos a nossa gente. Isso passa por educação e escolas técnicas”, declarou.
Ao encerrar a entrevista, Carlos Bernardo disse que pretende manter uma estrutura de representação próxima dos municípios caso seja eleito, com escritório em Campo Grande e interlocutores nas diferentes regiões do Estado.




