Visita técnica ao Sistema 67, em Campo Grande, reforça projeto do Monarca Group de integrar produção, processamento e comercialização da carne, ampliando oportunidades para agricultores familiares e pecuaristas de pequeno porte
O empresário Carlos Bernardo, CEO do Monarca Group, realizou nesta sexta-feira (3) uma visita técnica ao Sistema 67, em Campo Grande, onde conheceu um modelo integrado de produção, processamento e comercialização de carne que poderá servir de referência para projetos voltados à agricultura familiar e à pecuária de pequeno porte.
A agenda teve início na unidade industrial do Sistema 67, onde Bernardo acompanhou todas as etapas do processamento da carne, desde a classificação e desossa até a padronização, embalagem e preparação dos cortes destinados ao consumidor.
Na sequência, a visita prosseguiu para a unidade de semi-confinamento do grupo, instalada em uma área de aproximadamente dez hectares. O sistema abriga cerca de 500 cabeças de gado e utiliza manejo técnico, pastagem rotativa, irrigação por pivô e nutrição intensiva, demonstrando como tecnologia e gestão podem aumentar a produtividade mesmo em áreas reduzidas.
Segundo Carlos Bernardo, a experiência reforça o projeto que vem sendo desenvolvido pelo Monarca Group para estruturar uma cadeia completa da carne, integrando cria, recria, engorda, processamento industrial e comercialização de produtos de maior valor agregado.
“Hoje foi uma verdadeira aula sobre como a carne pode deixar de ser tratada apenas como commodity e passar a ser comercializada como um produto de valor agregado. O pequeno produtor não precisa depender exclusivamente da soja e do milho. Ele pode investir na pecuária, gerar renda, fortalecer sua propriedade e participar de uma cadeia muito mais rentável, que vai do campo até a mesa do consumidor”, afirmou.
Para o empresário, o modelo apresentado pelo Sistema 67 demonstra que a integração entre produção, indústria e mercado pode ampliar significativamente a rentabilidade do produtor rural, além de estimular a geração de empregos e impulsionar o desenvolvimento regional.
O diretor comercial do Sistema 67, Carlos Dias, destacou que a visita amplia o diálogo sobre modelos produtivos capazes de tornar a pecuária mais eficiente e competitiva.
“O Sistema 67 nasceu para mostrar que é possível produzir com qualidade, rastreabilidade e eficiência, inclusive em propriedades menores. Quando o produtor organiza o manejo, padroniza a produção e participa do processamento, deixa de vender apenas matéria-prima e passa a oferecer um produto com valor agregado”, explicou.
Durante a programação, Carlos Bernardo também conheceu o Restaurante 67, localizado na Avenida Afonso Pena, onde experimentou pratos preparados com carnes produzidas e processadas pela própria plataforma. Segundo ele, a experiência evidencia que o diferencial do modelo está não apenas na produção, mas também na construção de marca e na aproximação direta com o consumidor.
Outro tema debatido durante a visita foi a realização de futuras agendas técnicas envolvendo representantes da agricultura familiar, cooperativas e lideranças nacionais. A proposta é apresentar o funcionamento do Sistema 67 como referência para assentamentos rurais, cooperativas e pequenos pecuaristas interessados em ampliar sua participação na cadeia produtiva da carne.
Entre as possibilidades discutidas está a ampliação do diálogo com organizações da agricultura familiar para demonstrar que a pecuária pode representar uma alternativa economicamente viável mesmo em pequenas propriedades, além de fortalecer o fornecimento de alimentos para programas e instituições públicas.
Carlos Bernardo ressaltou que a diversificação das atividades no campo é fundamental para reduzir riscos e garantir maior estabilidade financeira às famílias produtoras.
“Quando o produtor diversifica sua atividade, ele reduz riscos. Quem depende apenas da lavoura fica muito exposto às oscilações do clima, dos preços e da produtividade. A pecuária organizada, com assistência técnica e gestão eficiente, representa uma importante fonte de renda. E quando essa carne passa pelo processamento, ganha marca e chega pronta ao consumidor, toda a cadeia é beneficiada, gerando empregos, renda e desenvolvimento regional”, destacou.
Ao final da visita, Carlos Bernardo afirmou que a experiência fortalece a construção do projeto do Monarca Group voltado à industrialização da carne, baseado em rastreabilidade, qualidade, agregação de valor e valorização do produtor rural.
“Saio daqui ainda mais convencido de que esse projeto é plenamente viável. Precisamos tirar o produtor da condição de vender apenas o boi em pé e permitir que ele participe de toda a cadeia produtiva. Industrializar a carne significa gerar mais renda, criar empregos, agregar valor ao produto e fortalecer toda a economia regional. Nossa proposta é acompanhar a carne desde o início da produção até entregar ao consumidor um alimento de alto padrão, beneficiando todos os envolvidos nesse processo”, concluiu.







