Ondas de calor elevam riscos sanitários e exigem ajustes no manejo da piscicultura
Impactos do calor sobre a tilápia
A piscicultura brasileira enfrenta desafios crescentes com o aumento das temperaturas. Segundo Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados, regiões tropicais podem registrar temperaturas de água acima do ideal para o cultivo de tilápia, que varia entre 25°C e 30°C. Quando os níveis ultrapassam 30°C, é necessário intensificar os cuidados diários, pois o calor prolongado afeta o desempenho zootécnico, compromete a sanidade dos peixes e pode reduzir a lucratividade da atividade.
Redução de oxigênio e riscos de hipóxia
O calor extremo diminui a solubilidade do oxigênio na água e aumenta o metabolismo dos peixes, elevando a demanda respiratória. Esse desequilíbrio pode provocar hipóxia, levando à redução da alimentação, menor ganho de peso e, em casos mais graves, mortalidade.
Estresse térmico e doenças
O estresse causado pelas altas temperaturas fragiliza o sistema imunológico da tilápia, tornando-a mais vulnerável a enfermidades bacterianas e parasitárias. A bactéria Streptococcus é um dos principais desafios sanitários enfrentados pelos piscicultores, exigindo monitoramento constante, medidas profiláticas mais eficientes e aumento dos custos com manejo e tratamentos.
Estratégias de manejo em períodos de calor
Para minimizar os impactos do calor, produtores devem adotar medidas estratégicas, como:
- Reduzir a densidade de estocagem;
- Investir em sistemas de aeração mais eficientes;
- Monitorar continuamente parâmetros físico-químicos da água;
- Ajustar horários e quantidades de alimentação.
Mudanças climáticas intensificam desafios
Com as mudanças climáticas aumentando a frequência e intensidade das ondas de calor, os desafios para a piscicultura devem se intensificar. Adaptar-se às condições extremas é essencial para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio

