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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
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Agronegócio brasileiro cresce e atinge R$ 12,3 trilhões, mas perde espaço no PIB nacional

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Setor movimenta cifra recorde de R$ 12,3 trilhões, mas vê participação proporcional recuar diante do avanço de outras áreas da economia

O agronegócio brasileiro continua em rota de expansão, mas sua relevância proporcional na economia total do país apresentou uma retração recente. De acordo com o novo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em parceria com o Empresômetro, o setor registrou um crescimento de 9% entre 2022 e 2024, movimentando a cifra recorde de R$ 12,3 trilhões.

Apesar do avanço nominal, a participação do agro na economia brasileira caiu de 33% para 25,1% no mesmo período. Esse fenômeno não indica uma crise no setor, mas sim um crescimento acelerado de outras áreas, como a indústria e o setor de serviços, que ganharam maior dinamismo e diversificaram a matriz econômica nacional.

Expansão nas transações comerciais e logística

Os dados apresentados no III Fórum Agro revelam que os valores transacionados pelo setor (que englobam compras, vendas, transferências e remessas) saltaram de R$ 34,3 bilhões em 2022 para R$ 49,1 bilhões em 2024 — uma alta acumulada de 43,3%.

Especialistas do IBPT apontam que o pico de crescimento ocorreu entre 2023 e 2024, com uma aceleração de 38,8%. Esse movimento sugere um ciclo de intensa recuperação de estoques, investimentos em logística e maior fluxo de mercadorias no mercado interno e externo.

Dinamismo do mercado: Compras e vendas em alta

Ao isolar apenas as operações de mercado (compras e vendas efetivas), o crescimento é ainda mais latente:

  • 2022: R$ 23,1 trilhões comercializados.
  • 2024: R$ 33,4 trilhões comercializados.
  • Aumento: 44,4% em dois anos.

Segundo Gilberto do Amaral, presidente do IBPT, esse resultado reforça que o setor não está apenas movimentando papéis internamente, mas sim atendendo a uma expansão real da demanda agregada.

O papel do produtor rural e a profissionalização do campo

O estudo destaca que o produtor rural ganhou relevância dentro da cadeia do agronegócio, passando a representar 19% do segmento. Esse avanço é visto como um sinal de maior profissionalização e aumento da produção própria.

Entretanto, seguindo a tendência do setor geral, a participação dos produtores rurais no total da economia brasileira recuou de 5,5% para 4,2%. Para Carlos Pinto, diretor do IBPT, o cenário acende um alerta para a necessidade de buscar mais eficiência operacional e novas estratégias de logística para competir com o crescimento de outros núcleos econômicos.

Aumento da formalização: Mais empresas no setor agro

O número total de produtores rurais no Brasil saltou de 5,38 milhões para 5,58 milhões em dois anos. Um ponto relevante da pesquisa é o perfil desses profissionais:

  • Pessoas Físicas (CPF): Compõem 71% da base, com crescimento de 3,5% desde 2022.
  • Pessoas Jurídicas (CNPJ): Embora em menor número, o grupo de produtores formalizados como empresas cresceu 4,4%, indicando uma busca por melhores condições de crédito e planejamento tributário.

“O setor continua majoritariamente composto por indivíduos, mas cresce proporcionalmente mais entre empresas. Isso demanda políticas públicas diferenciadas para pequenos produtores e grandes grupos empresariais”, analisa Carlos Pinto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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