16/06/2015 14h20 – Atualizado em 16/06/2015 14h20
Quando entrar em funcionamento, no primeiro semestre de 2018, a nova fábrica da Eldorado Brasil, em Três Lagoas (MS), deve adicionar entre 2 e 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano à produção atual da companhia.
Durante o lançamento da Pedra Fundamental, ontem, o presidente da empresa, José Carlos Grubisich, disse que, quando atingir sua capacidade total, o complexo da Eldorado se tornará a maior linha de produção do insumo no mundo. A construção precisará de investimentos de cerca de R$ 10 bilhões, dos quais 30% virão de capital próprio e 70% de linhas de longo prazo.
“O que nós fizemos hoje foi dar início às obras e mostrar nossa crença nesse empreendimento”, disse Grubisich, em entrevista ao DCI.
O executivo destacou que todo o financiamento necessário para a construção já está sendo equacionado. J&F, Petros e Funcef entram no negócio no papel de principais acionistas do grupo. O BNDES, que, segundo o executivo, durante todas as conversas com a empresa se mostrou interessado em investir no projeto, pode emprestar quase R$ 1,8 bilhões. O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) foi procurado para aportar cerca de R$ 1,5 bilhão em crédito.
A obra está em processo de terraplenagem, que deve terminar em novembro, estimou Grubisich. Para maio do ano que vem devem ficar prontas todas as estruturas relacionadas ao uso de água e esgoto. A decisão de compra das máquinas e equipamentos está prevista para outubro de 2016.
Para o diretor técnico e industrial da Eldorado, Carlos Monteiro, uma das maiores dificuldades agora está na logística para importar o maquinário necessário à unidade. Ele, por outro lado, está confiante na capacidade da nova linha, que deverá reduzir a quantidade de madeira necessária para produzir cada tonelada de celulose dos atuais 3,3 metros cúbicos para até 3,1 m³.
O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, calcula que a nova linha deve aumentar em 4% o Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Ele destacou a desoneração dos impostos tanto da fábrica como da celulose vendida pela Eldorado por até 20 anos.
Fonte: DCI


