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Bienal vai discutir os gargalos do agronegócio no Centro-Oeste

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09/07/2013

A Bienal dos Negócios da Agricultura – Brasil Central, que começou ontem e termina hoje em Cuiabá (MT), vai discutir os grandes desafios para a evolução do setor nos próximos 20 anos. A avaliação foi feita na manhã da ultima sexta-feira (5), pelo presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, no lançamento do evento no Estado.

O principal desafio, de acordo com o presidente da Famasul, é a logística, que representa um ponto frequente de preocupações e prejuízos para o setor. Durante a Bienal, ele revela que será apresentado um amplo estudo encomendado pelo setor produtivo e que vai apresentar um raio-X da estrutura logística em toda a região.

Outro assunto que será um dos focos do evento é a sucessão nos empreendimentos do setor. “Hoje no Brasil temos 15% da população vivendo no campo. Em países desenvolvidos esse percentual não passa de 4% a 5%. Então temos que preparar as novas gerações para que se capacitem, se preparem e tenham interesse para voltar a trabalhar no campo”, comenta.

Riedel aponta que o apagão de mão de obra qualificada é o terceiro item principal da pauta da Bienal. “Temos que continuar fazendo um esforço enorme pela qualificação. Não adianta investirmos em tecnologia, ter uma produção tecnificada, se não tivermos pessoas preparadas para trabalhar no setor”, analisa.
O quarto eixo central das discussões do evento é a biotecnologia. “Essa é a segunda revolução verde. Não vai acontecer. Já está em curso. Precisamos debater os seus impactos positivos para o meio ambiente, as resistências de mercado e as questões de marcos regulatórios e marcos comerciais”, pontua.

Vanguarda
Segundo a gestora do núcleo de Comunicação e Marketing da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Cláudia Luz, a Bienal Brasil Central nasceu a partir de um evento que foi promovido no estado. “Fizemos por três edições esse evento e percebemos que o panorama era o mesmo dos outros estados do Centro-Oeste, por isso, o evento foi regionalizado”, comenta.

Cláudia relata que a realização do evento pelas federações de agricultura e pecuária dos três estados da região e do Distrito Federal é um fato inédito e demonstra a importância e o alcance da iniciativa. Ela aponta que a Bienal é sobretudo, um evento de vanguarda, que antecipa o que será assunto de discussão pelo setor nos próximos anos.

Para fundamentar o debate, a gestora adianta que o evento foi organizado com o sistema de painéis, em que cada um dos quatro eixos fundamentais será debatido por alguns dos principais especialistas das áreas no País.

Alavanca
Para o superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul, Ademar Silva Júnior, a Bienal, ao colocar em discussão os temas que mais atrapalham o crescimento do agronegócio na região é uma grande ferramenta para se aprofundar nos assuntos e sugerir alternativas para os problemas apresentados. “Nossa vocação primária é o agronegócio. Temos que potencializar essa vocação e esse evento é muito importante para isso”, concluiu.

Agrodebate

 A avaliação foi feita na manhã da ultima sexta-feira (5), pelo presidente da Famasul, Eduardo Riedel, no lançamento do evento no Estado.Foto Anderson Silva

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