19/04/2013
Ainda que de forma tímida, o mercado de trabalho começo u a dar sinais mais consistentes de recuperação. A criação de empregos com carteira assinada no mês passado foi de 112.450, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, É o melhor resultado para um mês de março do governo Dilma Rousseff, iniciado em janeiro, de 2011, e representa um crescimento de 0,63% em relação a igual mês do ano passado.
O resultado, no entanto, significa uma queda de 32% comparado a março de 2012, se considerada a série com ajuste, que inclui as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Os primeiros sinais de recuperação foram apontados em fevereiro, quando a criação líquida de empregos superou a marca de 100 mil, depois de quatro meses abaixo dessa marca. Mas a melhoria nos últimos dois meses não foi suficiente para reverter a queda no ano. A abertura de postos de trabalho no primeiro trimestre de 2013 foi de 306.068, queda de 30,84% ante o mesmo período de 2012 (442.608).
Meta. O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse que a meta de 1,7 milhão de vagas este ano está mantida. Segundo ele, a criação de empregos é de corrente do crescimento da economia. “É uma recuperação. Teve acréscimo este mês e no mês passado (em relação ao mês anterior) e deve continuar”, afirmou.
Dias disse que abril será ainda melhor. Ele acredita que o governo Dilma atingirá a marca de 4 milhões de empregos este mês. Até março, a abertura de vagas ocorridas desde o início de 2011 é de 3,89 milhões.
O número de admissões em março foi de 1,85 milhão e de demissões, 1,74 milhão. Assim como em fevereiro, foi o setor de serviços que puxou a recuperação do mercado de trabalho no mês passado, totalizando 61.349 novos postos de trabalho. “O emprego do futuro será o setor de serviços”, disse o ministro.
Indústria. A indústria de transformação teve o melhor março em três anos, com 25.790 novas vagas. Em 2012, o setor fechou 49 vagas no mês. “A prova de que a indústria está se recuperando é que está voltando a ter sua participação importante no desenvolvimento nacional”, disse Dias.
A construção civil teve saldo líquido de 19.709 postos e o comércio, de 3.160 vagas. A agricultura fechou 4.434 postos de trabalho formais. Apenas no Nordeste foram fechadas 35.620 vagas por motivos sazonais ligados ao setor sucroalcooleiro. O Estado de São Paulo criou 46.320 novos postos de trabalho em março.
O ministro descartou a tese de que a recuperação do mercado de trabalho pode gerar pressão inflacionária. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff advoga que o combate à inflação se faz com geração de novos empregos, com crescimento e desenvolvimento econômico.
“Nunca no mundo, crescimento e desenvolvimento foram fatores de geração de inflação. Eu acho que a política correta é essa. Desde 2003, há crescimento permanente de salários. Isso não gerou inflação em outros momentos. Então, aumentar os salários não é o fator de inflação”, argumentou. Segundo os dados do Caged, os salários médios de admissão no primeiro trimestre de 2013 tiveram um aumento real de 1,71% em relação ao mesmo período de 2012. Fonte: O Estado de S.Paulo


