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Produtor absorve custos do uso de tecnologias

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18/04/2013

Ao contrário do que acontece em outros setores da economia, em que a evolução de tecnologia está ligada à queda de preço dos produtos, como nos meios eletrônicos e automotivos, na cultura de grãos acontece o inverso. A cada nova tecnologia, maiores são os custos de produção. A consideração é do doutor em Ciências Ambientais, da Fundação MS, Renato Roscoe, palestrante do Seminário Biotecnologia para a Sustentabilidade da Agricultura Brasileira, ocorrido nessa quarta-feira (17), no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul).

Roscoe exemplificou o aumento nos custos de produção durante a palestra “O uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) na cultura da soja e do milho”. De acordo com o pesquisador, enquanto o milho BT de primeira geração necessário no plantio de um hectare custava aproximadamente R$ 150,00, a segunda geração dessa tecnologia chega a custar R$ 500,00, um aumento estimado em 233%, causado pelo incremento genético do grão.

“Não é aconselhado que o agricultor utilize a mesma tecnologia em duas safras seguidas, já que cada grão gerado pela biotecnologia é resistente a determinadas pragas. Essa necessidade de diversificar aumenta automaticamente os custos do produtor, mas é uma necessidade, já que a repetição da mesma tecnologia pode fortalecer as pragas e causar prejuízos”, ressaltou Roscoe.

Os dados apresentados pelo pesquisador apontam que aumentaram, significativamente, o cultivo de OGMs no mundo, devida à necessidade dos agricultores de enfraqueceram as pragas e aumentarem a produtividade. Segundo ele, em 2010 o mundo já dedicava 148 milhões de hectares ao cultivo de OGMs, enquanto que em 1996 a área era de apenas 1,7 milhões.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja MS – Sistema Famasul), Almir Dalpasquale, o produtor vive um crescimento exponencial de conhecimento. “É fantástica a influência que o avanço de tecnologia causa no campo, a ponto de permitir maior rapidez no processo de alteração genética e na produção da soja, por exemplo. O produtor precisa utilizar todas as informações a seu favor e assimilar produtividade à rentabilidade”, afirma.

Quanto às pragas nas lavouras de MS, Dalpasquale esclarece que os números não são expressivos. “É relativamente confortável a situação do Estado. Na safra 2012/13 tivemos problemas pontuais, relacionadas à quebra de resistência da planta, mas nada agravante se comparado a outros Estados”, relata.

Durante a abertura do seminário de biotecnologia também discursaram o deputado estadual, Márcio Monteiro (PSDB) e o chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Oeste), Fernando Mendes Lama.

Em 2010 o mundo já dedicava 148 milhões de hectares ao cultivo de OGMs, enquanto que em 1996 a área era de apenas 1,7 milhões

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