19/03/2013
A meta do programa, anunciado no Palácio do Planalto, é acelerar a produção de novas tecnologias no Brasil, ampliar o apoio a projetos de risco e a assistência a projetos de pequenas e médias empresas.
Para fomentar a inovação tecnológica, o governo também criou uma empresa, batizada de Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que se espelha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os empresários, contudo, reagem à comparação da nova estatal com a Embrapa. Isso porque a ideia é que a empresa funcione como uma organização social, selecionando projetos e produtos para investir.
O novo órgão estatal ficará responsável por fazer a ponte entre laboratórios de pesquisa e empresas e contará com orçamento inicial de R$ 1 bilhão nos dois próximos anos. Esses recursos serão bancados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e por parceiros, como a Confederação Nacional da Indústria.
Do total de investimentos esperado, R$ 28,5 bilhões virão diretamente do governo federal. Cerca de R$ 4 bilhões serão direcionados por meio de instituições parceiras, como agências reguladoras e o Sebrae.
Ao lado de ministros, como Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo vai mensurar, monitorar que o dinheiro saia do governo e vá para a inovação. Sete áreas são prioritárias: agropecuária, energia, petróleo e gás, saúde, aeroespacial e defesa, tecnologia da informação e sustentabilidade.
Professor defende critérios claros para os recursos
Especialista em inovação e tecnologia, o professor da UFRGS Paulo Zawislak analisa que o pacote poderá aproximar empresas interessadas em desenvolver novas tecnologias e recursos financeiros. A falta de dinheiro é um dos principais entraves à companhias que perseguem a inovação. Atualmente, o país investe menos de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor. O pacote poderá ampliar o número para quase 2%.”
“Mas é preciso haver critérios claros para disponibilizar este dinheiro, levando em conta empresas com reais possibilidades de inovar, em setores com alto potencial de criação, como a cadeia gaúcha da tecnologia da informação ou o polo naval em Rio Grande” exemplifica Zawislak.
O montante é significativo, mas parte da verba prevista, R$ 5,9 bilhões, corresponde a programas já em andamento, na área de óleo e gás e energia. Fonte: Canal do Produtor


