08/03/2013
Um estudo da Embrapa Centro-Oeste mostra que a produção de feijão em Mato Grosso do sul é mais representativa na safra seca, ou seja no período de verão-outono. A informação consta na “Análise da viabilidade econômica do cultivo do feijão-comum, safra 2013, em Mato Grosso do Sul”, do analista Alceu Richetti.
Richetti explica que o feijão comum, apresenta denominações diferentes e pode ser cultivado em três épocas distintas de semeadura: feijão de 1ª época ou “feijão das águas” ou cultivo de primavera-verão; feijão de 2ª época ou “feijão da seca” ou cultivo de verão-outono; e o feijão de 3ª época ou “feijão de inverno” ou cultivo de outono-inverno. Os cultivos do feijão de 1ª e 2ª épocas correspondem a mais de 80% da produção nacional. Em Mato Grosso do Sul, o feijão comum é cultivado nas três diferentes épocas de semeadura, sendo a mais representativa a que compreende o período de verão-outono, ou seja, o “feijão da seca”.
Alceu destaca ainda a importância de se considerar aspectos singulares de cada propriedade, que apresenta particularidades quanto à topografia, fertilidade dos solos, tipos de máquinas, área plantada, nível tecnológico e, até mesmo, aspectos administrativos, que a torna diferenciada quanto à estrutura dos custos de produção.
“O estudo pretendeu avaliar economicamente a cultura do feijão-comum no período de verão-outono, para a safra 2013, em Mato Grosso do Sul”, explica Alceu. Segundo ele, na publicação são apresentadas informações econômicas do processo produtivo de três diferentes sistemas de produção, sendo dois em condição de sequeiro e um irrigado.
O trabalho revelou que a cultura do feijoeiro comum mostra-se como uma boa alternativa econômica a ser mais amplamente cultivada nos sistemas de produção praticados em Mato Grosso do Sul, principalmente na safra da “seca”. Demonstrando que o custo médio por saca de 60 kg de feijão variou de R$ 70,70, no nível de menor produtividade, a R$ 57,46, no nível de maior produtividade.
“É interessante salientar que um dos principais fatores para a baixa produtividade do feijão está altamente associado com a baixa utilização de sementes certificadas e fiscalizadas. A maioria dos agricultores ainda utiliza grãos, muitas vezes sendo o principal veículo de entrada de doenças de difícil controle, aumentando o custo de produção. A semente de boa procedência é um dos principais insumos empregados pelos produtores que pode suscitar em maior sucesso do empreendimento”, conclui Richetti no comunicado técnico de sua autoria.


