18.3 C
Dourados
quinta-feira, 2 de julho de 2026
- Publicidade-spot_img

Análise nutricional da soja: novos critérios aumentam eficiência de fertilizantes

- Publicidade -

15/04/2014 21h42 – Atualizado em 15/04/2014 21h42

Análise nutricional da soja: novos critérios aumentam eficiência de fertilizantes

Por: Gazeta do Campo

Uma das ferramentas importantes para diagnosticar o estado nutricional das plantas é a análise foliar. Para isso, é necessária uma boa amostragem para que a interpretação dos resultados identifique a ocorrência de desbalanços nutricionais e até mesmo toxicidade de nutrientes. Os métodos mais utilizados são a faixa de suficiência e o Sistema Integrado de Diagnose e

Recomendação (mais comumente denominado como DRIS).
O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Carlos Hissao Kurihara, conta que, por muito tempo, foi adotada uma tabela única para interpretar as faixas de suficiências de macro e micronutrientes na cultura da soja, “independente do fato da amostra de folhas ser constituída apenas pelo limbo foliar ou pelo limbo foliar com o pecíolo”, explica o pesquisador.

Recentemente, os pesquisadores Carlos Hissao Kurihara e Luiz Staut, ambos da Unidade de Pesquisa da Embrapa em Dourados, verificaram que alguns nutrientes, como nitrogênio, fósforo e enxofre, estão mais concentrados no limbo foliar, enquanto o potássio encontra-se em maior concentração no pecíolo. “Desta forma, os teores desses quatro nutrientes podem variar consideravelmente na amostra coletada no talhão da fazenda, dependendo do fato da mesma ser constituída apenas pela folha, ou também pelo pecíolo”, explica Kurihara.

Em 2013, os pesquisadores estabeleceram novas faixas de suficiência para a soja, para as condições de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. “A amplitude dos valores é ainda mais estreita. Com isso, é possível melhorar ainda mais o análise foliar”, afirma Staut.

Para elevar a eficiência agronômica dos fertilizantes e minimizar eventuais impactos ambientais, as Boas Práticas para Uso Eficiente de Fertilizantes (BPUFs), ou o manejo adequado da fertilidade do solo, devem ser adotadas. As boas práticas variam devido a alguns fatores, como o tipo de solo predominante na região, do histórico da área e do sistema de manejo do solo e do sistema de produção adotado.

No caso do fósforo, a correção é realizada gradualmente devido ao elevado custo do adubo fosfatado. Além disso, a correção gradual diminui a perda da eficiência do adubo fosfatado em decorrência das reações de adsorção e fixação que ocorrem no solo.

Estudos realizados pelo pesquisador Kurihara, na Embrapa Agropecuária Oeste, indicaram que, em um prazo de três safras de soja, em Sistema Plantio Direto (SPD), o uso de uma fonte solúvel de fósforo, como o superfosfato triplo, aplicado anualmente na linha de semeadura da soja, resultou em um efeito residual médio de apenas 12 % do nutriente aplicado.

Resultados de pesquisas em andamento, realizadas por Carlos Kurihara e Gessí Ceccon, demonstram que, em solos com elevada disponibilidade de fósforo e potássio, é possível adequar o manejo da fertilidade do solo, para atender outras demandas. “Pode ser aplicado todo o adubo previsto para o sistema de produção constituído pela sucessão soja/milho safrinha, no cultivo da gramínea, sem que haja prejuízos na produtividade da leguminosa”, exemplifica Ceccon.

Kurihara cita outro exemplo: “Também se pode efetuar a distribuição antecipada do adubo previsto para a cultura da soja, algum tempo antes da época de seu cultivo. Em ambos os casos, tem-se como vantagem a agilização do processo de semeadura da soja”. Ele salienta, porém, que a alta disponibilidade de fósforo e potássio é um requisito básico, mas não suficiente, para a decisão sobre adequações no manejo da adubação no SPD.

Diversos fatores são destacados por Kurihara para a decisão sobre adequações no manejo da adubação no SPD, entre elas a adequada manutenção da cobertura vegetal, que permita a reciclagem de potássio e outros nutrientes; a minimização de eventuais perdas de nutrientes por erosão hídrica; o aumento da capacidade de retenção de água, decorrente da melhor estruturação do solo; a adoção ou manutenção de práticas de controle de erosão, como manutenção de terraços e plantio em nível, que permitam minimizar perdas de nutrientes por erosão laminar (escorrimento superficial); e manejo adequado de plantas daninhas.

O tema sobre nova análise foliar e Boas Práticas para Uso Eficiente de Fertilizantes (BPUFs) serão tratados no Simpósio realizado na UFGD nos dias 15 e 16 de abril. O pesquisador Kurihara ministrará palestra às 9 horas, na quarta-feira, 16. Confira a programação completa do evento no site http://brasil.ipni.net/article/BRS-3267#programa.

Manutencao de praticas de controle de erosao (terraços). Foto: LuisZago

acumulo materia organica. Foto: Carlos Kurihara

Veja também

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-