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segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Apesar da estiagem afetar 52% da área cultivada, Mato Grosso do Sul obteve uma safra de soja superior às expectativas.

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A produção por irrigação foi determinante para os bons resultados e evidenciou a importância da tecnologia no combate à seca.

Mesmo diante de condições climáticas adversas, com 52% da área produtiva enfrentando estiagem, Mato Grosso do Sul finalizou a safra 2024/2025 de soja com números satisfatórios. Segundo informações do Projeto SIGA-MS, realizado pela Aprosoja/MS, o estado colheu 14,060 milhões de toneladas da oleaginosa em uma extensão de 4,524 milhões de hectares, com produtividade média de 51,79 sacas por hectare — valor compatível com as estimativas iniciais e que representa um aumento de 13,87% em relação ao ciclo anterior.

Nos diferentes setores da região, as produtividades médias foram: na região norte, 72,01 sacas por hectare (representando cerca de 15,8% da área avaliada pelo projeto); na região central, 52,63 sacas por hectare (aproximadamente 22,6% da área monitorada); e na região sul, 46,29 sacas por hectare (válvula para cerca de 61,6% da área cultivada acompanhada pelo SIGA-MS).

Trinta municípios tiveram produtividade superior à média, incluindo Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Selvíria, Água Clara e Paranaíba — locais onde a agricultura irrigada predomina, reforçando o potencial dessa tecnologia para elevar a eficiência agrícola.

O acompanhamento da produtividade ocorreu de 2 de janeiro a 16 de maio, baseado em levantamentos de campo, informações fornecidas pelos produtores e sensoriamento remoto. A metodologia considerou fatores como o número de grãos por planta e o peso de mil grãos, além de um mapeamento via imagens de satélite para determinar a área cultivada no estado.

Apesar do saldo positivo, os dados indicam um alerta: 48 municípios ficaram abaixo da média estadual em produtividade. De acordo com a Aprosoja/MS, identificar essas regiões é crucial para direcionar ações técnicas e políticas públicas que promovam melhorias na produção onde ela ainda não atingiu seu potencial máximo.

Clima

A irregularidade das chuvas foi um dos principais obstáculos enfrentados. Entre setembro e fevereiro, o estado passou por extensos períodos de seca, especialmente nas regiões Sul e Central — justamente quando 57% das lavouras estavam na fase de enchimento dos grãos, etapa fundamental para determinar o rendimento final.

Mesmo com o avanço das chuvas em março e abril, os volumes acima da média no fim da colheita chegaram a dificultar os trabalhos no campo, prolongando a permanência dos grãos nas lavouras.

Ainda assim, o resultado da safra superou as expectativas. A produtividade média ficou próxima do projetado no início do ciclo e a produção total foi 1,7 milhão de toneladas maior que a do ciclo anterior.

Com informações: Assessoria de imprensa – Sistema Famasul e Aprosoja/MS

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