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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Produtores saem as ruas contra a demarcação

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10/03/2013

Mais de 400 veículos enre carros, motos e tratores tomaram as ruas de Sete Quedas em carreata contra os estudos de demarcaçao de terras indígenas no Conesul. A manifestaçao maciça ocorreu na última sexta-feira. Os produtores, empresários e apoiadores alegam insegurança jurídica que estaria afastando investidores na região. O comércio se solidarizou ao movimento e grande parte das lojas baixou as portas no período da manhã. A cidade praticamente parou em apoio aos ruralistas.

A concentração dos manifestantes, segundo o site Douradosagora foi realizada na sede do Sindicato Rural. De lá, eles tomaram às ruas em manifesto pacífico. Produtores rurais e entidades organizadas das cidades de Amambai, Tacuru, Iguatemi, Coronel Sapucaia, Paranhos e Guaíra, no Paraná, também participaram do encontro.

Para o produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Sete Quedas, Orlando Vendramini Neto, o manifesto mostrou a força da sociedade. “Isso daqui é apenas o início e não vamos parar por aqui”, anunciou Vendramini. “Não somos contra os indígenas, queremos apenas que o governo reconheça as nossas terras”, declarou.

O presidente do Sindi-cato Rural de Guaíra (PR) foi mais longe. “Temos que chamar a atenção dos governantes e de toda a sociedade para essa causa, nem que para isso tenhamos que fechar a BR-163 e a ponte que divide Mato Grosso do Sul e Paraná. Somente assim eles verão a nossa força”, disse Silvanir Rosset. “Guaíra nunca teve aldeia indígena e de uns anos para cá passou a ser invadida por índios, muitos deles paraguaios. Esse mesmo problema acontece numa cidade vizinha, Terra Roxa, e o governo federal apoia essas invasões. Se os índios tem direito, onde estão os nossos?”, indagou.

A prefeitura e a Câmara Municipal de Sete Quedas apoiaram o movimento. O prefeito José Gomes Goulart, o Casé, destacou o manifesto. “Estamos juntos nessa luta, que é em prol do desenvolvimento de nossa cidade, pela geração de em-pregos, atrair novas empresas e indústrias, sobretudo pelo fortalecimento do campo, carro-chefe de nosso estado, e esse clima de insegurança jurídica não pode mais nos atrapalhar”, pontuou o prefeito.

Produtores reclamam da insegurança jurídica no Conesul. foto: Flávio Verão/Douradosagora

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