18/09/2013 13h30 – Atualizado em 18/09/2013 13h30
De um inexpressivo mercado ao terceiro mais importante comprador de milho brasileiro
No ano passado, o país norte-americano já havia comprado um volume recorde de milho do Brasil: 726,8 mil toneladas. O panorama deve-se a uma das piores secas dos últimos 50 anos, que afetou a produção dos EUA e levou à quebra da safra de milho na temporada 2012/2013. A colheita prevista era de 375,7 milhões de toneladas, mas teve resultado consolidado de 272,4 milhões de toneladas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
O fator pesou no mercado internacional e favoreceu outros países exportadores do produto, como o Brasil. No entanto, com a provável recuperação da produção norte-americana nas próximas safras, esse quadro deve mudar novamente.
”Apesar da estiagem que afetou o meio oeste norte-americano em agosto deste ano, a safra daquele país voltará para o nível fantástico de produção de milho. Portanto, o volume exportado pelos EUA retornará ao patamar que os colocam como primeiro exportador mundial, já descontada a parcela que se destina à produção de etanol” diz o diretor do Departamento de Assuntos Comerciais do Agronegócio do Mapa, Benedito Rosa.
Ainda assim, Rosa diz que o Brasil firmou-se como o segundo maior exportador, ultrapassando a Argentina em 2012.
”Este ano deveremos ter outro resultado excepcional, vendendo ao exterior aproximadamente 20 milhões de toneladas” explica.
Nos primeiros oito meses de 2013, as exportações de milho brasileiro totalizaram US$ 3,28 bilhões, alta de 104,2% sobre os US$ 1,6 bilhão no mesmo período do ano passado. Os principais compradores, este ano, foram a Coreia do Sul (US$ 573,49 milhões), Japão (US$ 538,5 milhões), EUA, Taiwan (US$ 257,03 milhões) e Egito (US$ 240,94 milhões).
Fonte: MAPA


