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Embrapa destaca o SENAR na disseminação da Agricultura de Precisão

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19/09/2013 23h33 – Atualizado em 19/09/2013 23h33

Pesquisador da Embrapa destaca papel do SENAR na disseminação da Agricultura de Precisão

Ricardo Inamasu da Embrapa Instrumentação, falou sobre a inauguração do Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão, nesta sexta, em São Carlos.

“Se o campo não adotar a AP, não há sentido em desenvolver tecnologias nesse tema. Portanto, devemos ajudar a disseminar o conhecimento junto às instituições como SENAR e demais multiplicadores”, avalia o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Ricardo Inamasu, sobre a importância da agricultura de precisão para o agronegócio brasileiro. Nesta sexta-feira (20), a Embrapa inaugura em São Carlos (SP) o Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão e o pesquisador conta um pouco sobre as novidades que esse espaço inédito no País vai trazer para as pesquisas em AP.

Como surgiu a ideia de criar um laboratório em AP?

A ideia do laboratório surgiu da necessidade de realizar trabalhos no tema, de forma integrada. A Agricultura de Precisão tem sido assistida por muitas áreas distintas do conhecimento, além das ciências agrárias. São áreas e subáreas das engenharias, informática, computação, geociência, física e matemática. Para avançar e potencializar resultados é necessário criar um espaço que possa abrigar diferentes especialidades e propiciar contato com o campo por meio de experimentações.

Que novidades o novo espaço vai oferecer?

O espaço oferece ambiente para trabalhar com automação de máquinas, sensoriamento remoto, principalmente, o próximo (com sensores); geotecnologias como SIG (Sistema de Informação Geográfica) e geoestatística aplicada à AP; processamento de imagens, padrão de dados e de informação, entre outros. Esses trabalhos podem resultar em máquinas mais amigáveis, equipamentos para medir parâmetros que ainda não são viáveis de se medir em campo, padrão de comunicação entre a TI atual com o campo, sistemas de suporte à decisão; enfim, ferramentas que ajudem a nossa agricultura, a pecuária e a floresta plantada.

Que tipo de demandas o laboratório poderá receber?

A princípio, devemos receber demandas por novos conhecimentos e soluções. Pela característica do espaço, será possível atender demandas por conhecimentos integrados como, por exemplo, desenvolvimento de um sistema programável para aplicação de agroquímico à taxa variada no padrão ISOBUS controlado por sensores. Nesse caso, envolveria conhecimento agronômico; sensoriamento para medir as condições de campo, instrumentação para medir a qualidade da aplicação; controladores, sensores e atuadores embarcados; padrão de arquivos para troca de dados com SIG e sistema de apoio à tomada de decisão. Portanto, imaginamos que será possível atender demandas que uma disciplina ou uma área individualmente ou de forma isolada teria dificuldade em construir uma solução.

A Embrapa pretende fazer parcerias para ações futuras?

Com essa característica de interdisciplinaridade é muito difícil não trabalharmos com parcerias. A Embrapa está experimentando um novo modelo de laboratório de uso compartilhado. Acredito que podemos entender que esse laboratório também será um dos pilotos para experimentar tal forma de organização para atividades na Embrapa.

O laboratório será aberto a quais públicos?

A missão da Embrapa é muito ampla, mas é focada em apresentar soluções por meio da pesquisa e desenvolvimento. A inovação deve ser uma grande consequência para a nossa sociedade. O laboratório deve atender inicialmente a comunidade envolvida em P&D, porém, no meu conceito, a AP deve trabalhar em um ciclo virtuoso, ou seja, a pesquisa apresentando soluções e o campo demandando os temas para a pesquisa. Se o campo não adotar a AP não há sentido em desenvolver tecnologias nesse tema. Portanto, devemos ajudar a disseminar o conhecimento junto às instituições como SENAR e demais multiplicadores.

Fonte: SENAR

Ricardo Inamasu palestra durante Seminário de AP realizado pelo SENAR em Macaraju (MS) ano passado. (Foto: SENAR)

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