31/03/2013
Em expansão nos último anos, o mercado para o cavalo crioulo no Brasil deve crescer ainda mais em 2013, segundo os representantes do setor. O resultado do último leilão da cabanha São Rafael, de Balsa Nova (PR), que faturou R$ 4,5 milhões, demonstra uma tendência promissor para a raça no país. Apenas esse leilão corresponde a 4% do faturamento total de 2012, que fechou em R$ 112,4 milhões.
Para o vice-presidente de comunicação e marketing da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), José Laitano, a expectativa é de alta de até 20% em volume de animais vendidos e valores.
“Isso é resultado de valorização dos animais, tanto pelo trabalho das cabanhas quanto pelos investimentos em genética que estão sendo feitos pelos criadores”, avalia Laitano.
Mesma percepção têm os leiloeiros rurais do Estado. Para o diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, o leilão da São Rafael foi um divisor de águas em um ano no qual os primeiros remates da temporada não tiveram muito êxito. Com o resultado, Silva conta que a procura por compra de animais de primeira linha aumentou depois que o mercado se reaqueceu:recebemos muitas ligações para os pré-leilões, que estavam parados até antes do remate da São Rafael. Começamos um ano abaixo do esperado. Muito mais do que o movimento financeiro, esse evento injetou um clima de otimismo e vontade dos criadores em investir na raça crioula.
O momento também é de valorização de animais. Depois do leilão, o cavalo JLS Hermoso foi avaliado em R$ 11,25 milhões a partir da venda de três cotas para cinco coberturas anuais por R$ 375 mil cada – o cálculo leva em conta que cada animal pode fazer até 150 coberturas anuais.
Conforme Silva, um dos motivos para a valorização está na morte de pelo menos 25 grandes cavalos da raça nos últimos meses, diminuindo a oferta de animais de qualidade e aumentando o valor de mercado. Nos últimos 10 anos, o salto do faturamento em negócios da raça foi de R$ 18,4 milhões para R$ 112,4 milhões.
A linha ascendente mudou apenas em 2009, quando houve queda na comercialização por causa da crise global que afetou a economia mundial.(Zero Hora)


