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Frente Produtiva do Brasil une os douradenses contra a corrupção

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23/03/2015 10h34 – Atualizado em 23/03/2015 10h34

Tattersal do Parque de Exposições João Humberto de Carvalho ficou lotado em ato contra os escândalos de corrupção no governo; contra a política tributária e contra o aumento na inflação; lideranças nacionais participaram do ato público.

Por: Gazeta do Campo

O Parque de Exposições João Humberto de Carvalho recebeu ontem lideranças empresariais, rurais e políticas num protesto organizado pela Frente Produtiva do Brasil contra a corrupção no governo federal. Cerca de 400 pessoas participaram do ato que marcou também posição contra o aumento na carga tributária e elevação da inflação. “Defendemos as ações contra a corrupção porque queremos deixar uma nação melhor, mais justa, democrática e equilibrada para nossos filhos”, enfatizou Lúcio Damália, presidente do Sindicato Rural de Dourados.
Deputados estaduais, presidentes de Sindicatos Rurais e produtores do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso participaram do ato que culminou com a Carta de Dourados, que será enviada aos chefes dos Três Poderes para demonstrar oficialmente a indignação da população com a situação política e econômica do país. “Estamos reunidos aqui porque temos coragem e caráter para cobrar mudanças, para defender nossos direitos e reivindicar melhorias para nosso país”, enfatizou Luiz Antônio Nabhan Garcia, coordenador da Frente Produtiva do Brasil.
Ele destacou que o movimento nasceu pacífico e que continuará assim para agregar todos os setores da sociedade. “Ao contrário dos movimentos criados para dar sustentação ao governo federal e ao PT, não queremos o confronto, mas não abriremos mão do nosso direito de defender um Brasil melhor para todos, com menos interferência do governo no setor produtivo, com redução no número de ministérios, combate à corrupção e inflação controlada”, enfatizou.
O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul), Tarso Teixeira, destacou a importância da Frente Produtiva do Brasil na mobilização não apenas do setor ruralista, mas de toda sociedade. “Esse movimento simboliza a insatisfação da sociedade com o desgoverno que se instalou no nosso país”, afirmou. “Temos que nos mobilizar em defesa dos nossos direitos, pois se continuarmos impassíveis seremos engolidos por esse governo”, desabafou.
Outras lideranças como Luiz Antônio Moraes, do Sindicato Rural de Araçatuba; Juarez Petrim, do Instituto Riograndense do Arroz; Jorge Luiz Izar, da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp) e coordenador nacional do Movimento Vem Pra Rua, e Matilde Gonzalez, também da coordenação do Movimento Vem Pra Rua, discursaram em defesa do país, contra a corrupção e contra a política econômica do governo.
Carta de Dourados
Ao final do encontro, os líderes elaboraram a Carta de Dourados. Confira na íntegra:
Diante das realidades sociais e políticas que assolam o Brasil nos últimos anos, e mais veementemente com a ascensão de Dilma Rousseff à Presidência da República, tendo conquistado a reeleição valendo-se da ilusão do povo, que se deixou levar pelas promessas eleitorais, as quais além de não cumpridas, foram contrariadas pela conduta da presidente eleita, a FRENTE PRODUTIVA DO BRASIL, composta por homens e mulheres do bem, cidadãos brasileiros que ocupam os mais diversos setores da sociedade, vem, neste ato cívico, na sua forma mais democrática e pacífica, MANIFESTAR seu repúdio ao que segue:
Petrobras
As políticas econômicas encampadas pelo Governo Federal nos últimos doze anos efetivamente fracassaram e “quebraram” a PETROBRAS, que passou de uma das maiores empresas petrolíferas do mundo e orgulho da Nação Brasileira, para uma empresa mundialmente desmoralizada, fruto da corrupção e má administração.
Tributação – ajuste fiscal
O Governo quebrou o Brasil e agora, nós, cidadãos que já temos as mais altas cargas tributárias do planeta, e muito pouco temos em troca, teremos que pagar a conta. A saúde é precária, os hospitais estão sucateados, os médicos estão impossibilitados de exercerem dignamente sua profissão concorrendo com milhares de médicos cubanos cujo programa “Mais Médicos” que visa não o financiamento da saúde brasileira, mas dos cofres cubanos.
Educação de terceiro mundo, falta de incentivo aos professores do ensino público diante o desprezo do Governo. Transportes e logísticas públicas onerosas, sucateadas, ineficientes. Rodovias intransitáveis. Portos e aeroportos inexpressivos, muitos deles obsoletos, incapazes de garantir o escoamento da produção brasileira.
Insegurança pública diante o avanço exacerbado do crime organizado que coage os cidadãos, submetendo a população ao medo diante os índices alarmantes da criminalidade que cresce incessantemente em nosso País. Contra fatos, não há argumentos.

Fragilização das instituições
O Poder Executivo vem, de forma explícita e desavergonhada, infiltrando-se nos demais Poderes da República e em algumas instituições, retirando-lhes qualquer resquício de credibilidade. Essa interferência do Governo Federal quebra a independência e a isonomia dos poderes instituídos.
Não se pode admitir que um Ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, a mais alta corte do Poder Judiciário, com histórico de íntima relação de militância e serviços advocatícios com o partido político hoje no poder, venha a JULGAR quaisquer processos de denúncia de corrupção ou demais ilícitos que envolvam o referido partido ou representantes políticos deste, tratando-se de suspeição.

BNDES e recursos públicos
É flagrante a dificuldade que todo o setor produtivo da iniciativa privada encontra atualmente para se obter linhas de crédito e recursos de fomento que viabilizem a produção, desenvolvimento e a saudável geração de emprego.
Diante da corrupção e incompetência administrativa do Governo, os cofres públicos se encontram vazios. Nesta linha é de fundamental importância que se passe a limpo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, por meio de uma rigorosa investigação pelo Congresso Nacional (CPMI) e pela Procuradoria Geral da República

Direito de propriedade
As políticas públicas empregadas pelo partido que se instalou no poder vem vilipendiando o mais rígido e principal pilar de sustentação do Estado Democrático de Direito, que é o direito de propriedade.
As políticas do Governo não só defende a relativização do direito de propriedade como também luta pelo seu fim, admitindo, incentivando e financiando a invasão de propriedade privada principalmente pelo Movimento Sem Terra – MST, indígenas e pseudos movimentos sociais. Essas políticas são orquestradas por Organizações Não Governamentais – ONGS, com objetivos escusos e contrários aos interesses do Brasil.
Essa política canhestra que visa desestruturar a iniciativa privada e sua produção desenvolvimentista, condena os cidadãos brasileiros ao desespero da insegurança jurídica e do sentimento de impotência diante a irracionalidade das autoridades na aplicação ideológica das legislações trabalhistas, ambientais e fundiárias.

Soberania
Recente manifestação pública do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocando o líder de uma Organização Criminosa, mantida pelo próprio Poder Público, para colocar seu “exército na rua” contra as manifestações pacíficas da sociedade brasileira, inclusive arregimentado movimentos similares e para-militares em toda a América Latina, causou perplexidade e indignação ao povo brasileiro.
Essa estratégia se verifica ao arrepio do Ordenamento Jurídico Pátrio, devendo tais atores serem denunciados e responsabilizados por prática de apologia ao crime dentre outras condutas ilícitas.
Diante o exposto, a FRENTE PRODUTIVA DO BRASIL se encontra e se manifesta nesta data.
Dourados, 22 de março de 2015.

Por: Marcos Santos

Foto: Divulgação

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