29/05/2014 15h45 – Atualizado em 29/05/2014 15h45
Por: Gazeta do Campo
Os debates sobre linhas de créditos ao produtor rural e sobre o cenário econômico e as perspectivas de mercado no agronegócio brasileiro centralizaram as discussões na manhã desta quarta-feira (28) durante a 50ª Expoagro (Exposição Agropecuária Internacional) de Dourados. Através do painel de assuntos econômicos da feira, representantes do Banco do Brasil e do Sicredi apresentaram aos produtores rurais de Dourados e região as novidades nas linhas de crédito oferecidas ao homem do campo e fizeram uma análise conjuntural da economia e das perspectivas para o agronegócio.
O painel foi aberto com a palestra do gerente de mercado do agronegócio da Superintendência do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Rafael Remonti, abordou o tema “O Banco do Brasil e o agronegócio”, destacando aos mais de 100 produtores presentes a atuação do banco no financiamento do agronegócio no país, dando ênfase as novidades nas linhas de crédito ofertadas pelo banco, como a linha para construção de silos de armazenagem, para inovações tecnológicas na agropecuária e para Agricultura de Baixo Carbono. “O Banco do Brasil é o parceiro número um do agronegócio brasileiro. O setor representa 20% das carteiras de crédito do banco. Isso demonstra a grandiosidade desta parceria com o produtor rural e a confiança existente entre as partes”, disse Remonti.
O gerente de mercado do agronegócio da Superintendência do Banco do Brasil em MS informou que dentro do Plano Safra 2013/2014 o Banco do Brasil já liberou mais de R$ 1,25 bilhão para custeio no Estado. São R$ 800 milhões para a safra da soja e R$ 450 milhões para o milho.
Remonti também fez uma abordagem sobre o Plano Safra 2014/2015, lançado nesta segunda-feira (26) pelo Governo Federal. O Plano Safra 2014/2015 vai destinar R$ 156 bilhões e manter o mesmo patamar das taxas de juros utilizadas nas linhas de crédito do Plano Safra 2013/2014. Entre os pontos principais do projeto estão a renegociação de dívidas de assentados; a intensificação do uso do seguro agrícola; incentivo à migração para produção agroecológica e aumento de políticas voltadas à juventude rural, aos produtores do semiárido e às mulheres.
CENÁRIO ECONÔMICO
Fechando o painel de assuntos econômicos da Expoagro, o gerente de análise econômica e riscos de mercado do Sicredi em Porto Alegre (RS), Alexandre Englert Barbosa, ministrou a palestra “Cenário econômico e perspectivas”. Na palestra, Barbosa analisou o desempenho recente da economia brasileira e abordou tópicos como o consumo, investimentos, gastos do governo e o setor externo, fazendo projeções e trazendo uma perspectiva para os desafios de longo prazo na economia mundial.
Para Alexandre Barbosa, a projeção do crescimento da economia brasileira pode chegar a 1,9%, em função da escassez de mão de obra que os diversos setores enfrentam, devido aos problemas estruturais do país. O aumento de salários acima da produtividade desestimularam os investimentos e muitos setores ainda são afetados por problemas de regulação do setor público. Sob o ponto de vista mundial, o Brasil é um país vulnerável, e com a intervenção do governo em diversos setores, criou-se um ambiente mais arredio ao investimento.
Já os setores de comércio e serviços devem permanecer em crescimento, porém menos acelerado. Como houve um grande crescimento do crédito devido aos incentivos ao consumo, as famílias adquiriram bens, buscaram o crédito e agora precisam pagar esta conta, desta forma, não há a necessidade de compra, justificando a “desaceleração” do consumo.
Fonte: Eventos Ms


