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sábado, 7 de março de 2026
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Alta do dólar encarece fertilizantes e pressiona planejamento da safra em MS

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A importação de fertilizantes em Mato Grosso do Sul apresentou queda significativa no início de 2026, refletindo um cenário de atenção para o planejamento da próxima safra no campo. Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior, compilado pela Aprosoja/MS, aponta que o Estado importou 3,50 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, volume 69,63% menor em comparação ao mesmo período do ano passado.

A retração foi impulsionada principalmente pela queda nas compras de fertilizantes nitrogenados, que registraram recuo de 69,05%. No primeiro mês do ano também não houve registro de importação de fertilizantes potássicos e fosfatados pelo Estado.

No cenário nacional, o Brasil importou 2,88 milhões de toneladas de fertilizantes em janeiro de 2026, redução de 4,37% em relação ao mesmo período de 2025. Enquanto as importações de nitrogenados caíram 11,77%, as compras de potássio cresceram 11,41% e as de fosfato avançaram 28,25%. Entre os principais fornecedores do país estão China, Rússia e Canadá, evidenciando a forte dependência brasileira do mercado externo para abastecimento desses insumos.

Além da redução nas importações, os produtores rurais enfrentam um cenário de piora na chamada relação de troca entre soja e fertilizantes. O indicador mede quantas sacas de soja são necessárias para adquirir uma tonelada de insumo. Quando essa relação se deteriora, o poder de compra do produtor diminui, exigindo maior volume de grãos para pagar pelo mesmo produto.

A valorização do dólar é apontada como um dos principais fatores que pressionam os custos no campo. Como os fertilizantes são negociados em moeda americana, a alta cambial encarece os insumos no mercado interno e eleva o custo por hectare das lavouras de soja e milho. Ao mesmo tempo, as oscilações no preço da soja também influenciam diretamente a capacidade de troca do produtor.

Segundo o analista de economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, o momento exige atenção redobrada no planejamento da safra.

“Com o dólar valorizado, o fertilizante fica automaticamente mais caro no mercado interno. Se, ao mesmo tempo, o preço da soja não sobe na mesma proporção, o produtor precisa entregar mais sacas para adquirir a mesma tonelada de insumo. Isso comprime a margem e aumenta o risco da safra”, explica.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da gestão estratégica nas propriedades rurais, com planejamento financeiro, análise do fluxo de caixa e monitoramento constante do mercado cambial e dos custos de produção. A adoção dessas medidas pode ajudar o produtor a proteger a rentabilidade da lavoura diante das oscilações do mercado.

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