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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Preço do etanol recua mesmo com maior liquidez no mercado; usinas ajustam negócios diante da pressão nas cotações

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Maior movimentação comercial não foi suficiente para sustentar os preços do etanol hidratado e anidro, enquanto agentes aguardam recuperação da demanda com a chegada de agosto e a retomada das aulas

O mercado de etanol no Brasil apresentou aumento na liquidez nos últimos dias, com maior volume de negociações entre usinas e compradores, mas os preços da biocombustível continuam pressionados. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações seguem em trajetória de queda, mesmo com uma melhora no ritmo comercial.

De acordo com pesquisadores do Cepea, parte das usinas reduziu a participação no mercado após realizar vendas anteriormente, diante da percepção de que os preços atuais estão pouco atrativos. Outras unidades produtoras continuam negociando, porém com valores mais baixos, principalmente em operações envolvendo volumes maiores.

Usinas avaliam melhores oportunidades de venda

O comportamento dos vendedores indica uma estratégia mais cautelosa diante do atual cenário de preços. Enquanto algumas empresas aguardam melhores condições de mercado para voltar às negociações, outras seguem realizando vendas pontuais para atender compromissos comerciais e manter o fluxo de caixa.

A pressão sobre os preços reflete um ambiente de oferta ainda confortável e uma demanda que, apesar de apresentar sinais de melhora, permanece abaixo das expectativas de parte dos agentes do setor.

Demanda por etanol cresce, mas ritmo ainda é limitado

Do lado consumidor, o mercado varejista apresenta avanço discreto nas vendas de combustíveis. Segundo o Cepea, esse movimento é confirmado pelos dados preliminares referentes às vendas de combustíveis em junho de 2026 divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A recuperação mais consistente da demanda segue como principal expectativa dos participantes do mercado, especialmente com a chegada de agosto, período marcado pelo retorno das atividades escolares e possível aumento da circulação de veículos em diversas regiões do país.

Mercado acompanha próximos meses da safra de cana-de-açúcar

O setor sucroenergético monitora o comportamento das vendas internas, a evolução da moagem de cana-de-açúcar e a estratégia comercial das usinas ao longo da temporada.

Com a continuidade da safra 2026/27, a relação entre oferta disponível, demanda por combustíveis e comportamento dos preços da gasolina será determinante para definir o ritmo das negociações de etanol nos próximos meses.

Perspectivas para o etanol brasileiro

Apesar da maior liquidez observada recentemente, o mercado ainda encontra dificuldades para sustentar uma recuperação das cotações. A expectativa dos agentes é que uma melhora gradual do consumo possa contribuir para reduzir a pressão sobre os preços e abrir espaço para novas oportunidades comerciais.

Até lá, compradores e produtores seguem atentos aos indicadores de vendas, aos movimentos das usinas e ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado brasileiro de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

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