Mercado pecuário registra valorização da arroba em São Paulo e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso do Sul mantém estabilidade diante da oferta limitada de animais terminados
O mercado do boi gordo voltou a apresentar valorização nesta quarta-feira (22), com destaque para São Paulo, onde a oferta restrita de animais prontos para o abate levou os frigoríficos a aumentarem os preços pagos pela arroba. O movimento reflete a dificuldade das indústrias em completar as escalas de abate e a maior resistência dos pecuaristas em negociar a preços menores.
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, a alta também foi observada em Minas Gerais, enquanto o mercado permaneceu estável no Mato Grosso do Sul.
Arroba do boi gordo avança em São Paulo
Em São Paulo, a cotação do boi gordo e do boi China registrou alta de R$ 3,00 por arroba na comparação com o dia anterior.
Segundo a Scot Consultoria, a valorização foi impulsionada pela postura mais firme dos pecuaristas, que reduziram o volume de animais ofertados e resistiram às tentativas de compra em valores inferiores.
Com menor disponibilidade de bovinos terminados, os frigoríficos precisaram reajustar suas ofertas para manter o abastecimento das unidades de abate.
As categorias de vaca gorda e novilha gorda permaneceram com preços estáveis.
Oferta enxuta pressiona frigoríficos
O principal fator de sustentação do mercado continua sendo a limitação da oferta de animais prontos para o abate.
Segundo a Scot Consultoria, os frigoríficos operavam com escalas de abate em torno de seis dias, exigindo maior competitividade nas negociações para assegurar matéria-prima suficiente para as próximas programações.
A menor disponibilidade de animais terminados fortalece o poder de negociação dos produtores, especialmente em regiões onde o volume de oferta permanece reduzido.
Mato Grosso do Sul mantém mercado equilibrado
No Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou comportamento diferente.
As cotações permaneceram estáveis para todas as categorias acompanhadas pela Scot Consultoria, indicando um equilíbrio entre oferta e demanda e ausência de pressão significativa para reajustes nos preços da arroba.
Minas Gerais acompanha movimento de alta
Em Minas Gerais, o cenário também foi positivo para os pecuaristas.
Segundo a Scot Consultoria, as cotações do boi gordo e do boi China avançaram em todas as regiões monitoradas, impulsionadas pela oferta limitada de animais e pela necessidade dos frigoríficos de manter as escalas de abate.
A consultoria destaca que o mercado mineiro segue refletindo o mesmo comportamento observado em São Paulo, com vendedores mais firmes nas negociações e indústrias disputando um número menor de animais disponíveis.
Perspectivas para o mercado do boi gordo
O mercado físico deve permanecer atento ao comportamento da oferta nas próximas semanas. Caso a disponibilidade de animais terminados continue restrita, a tendência é de sustentação ou novas altas na arroba, principalmente nas principais praças pecuárias do país.
Além da oferta, os agentes acompanham o desempenho das exportações de carne bovina, o consumo interno e a evolução das escalas de abate, fatores que continuarão determinando a direção dos preços do boi gordo no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio

